Carlos Heitor Cony nasceu no dia 14 de março de 1926 na cidade do Rio de Janeiro,
no bairro de Lins de Vasconcelos, zona norte da cidade.Jornalista,
foi um dos que se opuseram abertamente ao golpe militar de 1964.
Como editorialista do Correio da Manhã, escreveu textos de crítica aos atos da ditadura militar.
Já publicou contos, crônicas e romances. Seu romance mais famoso é de 1995, "Quase Memória",
Já publicou contos, crônicas e romances. Seu romance mais famoso é de 1995, "Quase Memória",
que vendeu mais de 400 mil exemplares. Esse livro marca seu retorno à atividade de escritor/romancista.
Seu romance, A Casa do Poeta Trágico, foi escolhido o Livro do Ano, obtendo o Prêmio Jabuti,
na categoria ficção.Foi eleito para a cadeira 3, cujo patrono é Artur
de Oliveira, em 23 de março de 2000, sendo o seu quinto ocupante.
*** ***
Por que escrevo?
Eric Nepomuceno
“Além de ser, talvez, o ofício mais solitário de todos (é assim que eu o sinto),
de Oliveira, em 23 de março de 2000, sendo o seu quinto ocupante.
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Por que escrevo?
Eric Nepomuceno
“Além de ser, talvez, o ofício mais solitário de todos (é assim que eu o sinto),
é uma maneira de lutar contra a solidão: a solidão de quem escreve e a de quem lê.
É uma maneira de tentar lutar contra os nossos próprios fantasmas e
de ir buscar uma contribuição com os outros, uma comunhão.
No fundo, é como disse o García Márquez: escrevo para que os amigos gostem mais de mim.”
Fonte: RICCIARDI, Giovanni. Escrever 2. Bari: Ecumênica Editrici scrl, 1994
*** ***
Eric Nepomuceno é jornalista e escritor.
Fonte: RICCIARDI, Giovanni. Escrever 2. Bari: Ecumênica Editrici scrl, 1994
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Eric Nepomuceno é jornalista e escritor.
Foi correspondente pelo Jornal da Tarde na Argentina e pela Veja na Espanha e México.
Seus livros de contos e de não-ficção ganharam vários prêmios, inclusive o Jabuti
pela tradução de autores de língua espanhola. Escreveu roteiros em co-produção com a
TV Espanhola e produtoras da Holanda e Inglaterra; autor do texto final do documentário:
Vinícius, de Miguel Faria Jr. Atualmente, escreve artigos e reportagens no Brasil, Espanha,
México e Uruguai e em jornais como: El País, de Madrid, e Página 12, de Buenos Aires.
Lançado em 2007 o livro O Massacre sobre a tragédia de Eldorado dos
Carajás lhe rendeu o segundo lugar na categoria livro reportagem no Jabuti 2008.
*** ***
Escrever faz parte
Angela Nadjaberg Ceschim Oiticica
Engraçado como escrever
Faz parte disso
Não há choro nem lamento
A sala curta apertada
Guarda
Disparates e enseadas
Monitorada até por piadas
Dos sentimentos brotam firmamentos
É que escrever faz parte disso
Secas as lágrimas na parede em frente
Sorriso de crianças que dormem no beliche
As peças tremem ao som das letras
Destinos escondidos embaixo do boné do filho
Sair dar uma volta sentir o vento
Saudades de um bom nevoeiro
O sol queimando a terra que racha terços e poemas
Engraçado escrever faz parte disso
Vem à noite e acaricia o silêncio
Surgem figuras velhas companheiras
Bruxuleando significados em frases soltas
Sobre o tempo a vida e os momentos
Garimpa-se o que aparece
Sabendo-se que
Escrever faz parte disso´
Angela Nadjaberg Ceschim Oiticica
nasaceu em Maceió, Alagoas.
É escritora, astronoma e pintora.
nasaceu em Maceió, Alagoas.
É escritora, astronoma e pintora.
Por que escrevo?
Julio Cortázar
Julio Cortázar
"Eu gostava de algumas palavras, não gostava de outras,
algumas tinham certo desenho, uma certa cor.
Uma de minhas lembranças de quando estava doente
(fui um menino muito doente,
passava longas temporadas de cama com asma e pleurisia,
coisas desse tipo) é a de me ver escrevendo palavras
com o dedo, contra uma parede.
Eu esticava o dedo e escrevia palavras,
e via as palavras se formando no ar.
Palavras que eram, muitas vezes, fetiches, palavras mágicas.
Isso é algo que depois me perseguiu ao longo da vida.
Havia certos nomes próprios – e sei lá por quê – que
para mim tinham uma carga mágica.
Naquela época havia uma atriz espanhola que
se chamava Lola Membrives, muito famosa na Argentina.
Bom, eu me vejo doente – aos sete anos
provavelmente – escrevendo com o dedo no
ar Lo-la-Mem-bri-ves, Lo-la-Mem-bri-ves.
A palavra ficava desenhada no ar e eu me
sentia profundamente identificado com ela.
De Lola Membrives, a pessoa, eu não sabia muita coisa,
nunca a tinha visto.
Na realidade, eram meus pais que iam ver as peças
onde ela trabalhava.
E foi nesse mesmo momento que comecei a brincar
com as palavras, a desvinculá-las cada vez mais de
sua utilidade pragmática e comecei a descobrir os
palíndromos, que depois apareceram nos meus livros...
Desde muito pequeno, minha relação com as palavras,
com a escrita, não se diferencia da minha relação com
o mundo em geral.
Eu não acho que nasci para aceitar as coisas tal como estão,
tal como me são oferecidas".
algumas tinham certo desenho, uma certa cor.
Uma de minhas lembranças de quando estava doente
(fui um menino muito doente,
passava longas temporadas de cama com asma e pleurisia,
coisas desse tipo) é a de me ver escrevendo palavras
com o dedo, contra uma parede.
Eu esticava o dedo e escrevia palavras,
e via as palavras se formando no ar.
Palavras que eram, muitas vezes, fetiches, palavras mágicas.
Isso é algo que depois me perseguiu ao longo da vida.
Havia certos nomes próprios – e sei lá por quê – que
para mim tinham uma carga mágica.
Naquela época havia uma atriz espanhola que
se chamava Lola Membrives, muito famosa na Argentina.
Bom, eu me vejo doente – aos sete anos
provavelmente – escrevendo com o dedo no
ar Lo-la-Mem-bri-ves, Lo-la-Mem-bri-ves.
A palavra ficava desenhada no ar e eu me
sentia profundamente identificado com ela.
De Lola Membrives, a pessoa, eu não sabia muita coisa,
nunca a tinha visto.
Na realidade, eram meus pais que iam ver as peças
onde ela trabalhava.
E foi nesse mesmo momento que comecei a brincar
com as palavras, a desvinculá-las cada vez mais de
sua utilidade pragmática e comecei a descobrir os
palíndromos, que depois apareceram nos meus livros...
Desde muito pequeno, minha relação com as palavras,
com a escrita, não se diferencia da minha relação com
o mundo em geral.
Eu não acho que nasci para aceitar as coisas tal como estão,
tal como me são oferecidas".
Fonte: PREGO, Omar. O fascínio das palavras: entrevistas
com Julio Cortázar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991. p.21
com Julio Cortázar. Rio de Janeiro: José Olympio, 1991. p.21
*** ***
Julio Cortázar, belga, de pais argentinos,
nasceu na embaixada da Argentina em Ixelles,
distrito de Bruxelas, na Bélgica,em 26/08/1914,
e voltou a sua terra natal aos quatro anos de idade.
Seus pais se separaram posteriormente e passou
a ser criado pela mãe, uma tia e uma avó.
Passou a maior parte de sua infância em Banfield, na Argentina.
Por não concordar com a ditadura Argentina,
em 1951, foi morar em Paris, onde trabalhou como
tradutor para a UNESCO. Em 1973, recebeu o Prêmio Médicis
por seu "Libro de Manuel" e destinou seus direitos
à ajuda dos presos políticos na Argentina.
Em 1974, foi membro do Tribunal Bertrand Russell II,
reunido em Roma para examinar a situação política na América Latina,
en particular as violações dos Direitos Humanos.
Com a morte de sua ultima mulher, Carol Dunlop,
Cortazar teve uma profunda depressão.
Morreu em 1984, dois anos após a perda da mulher, de leucemia.
É considerado um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo,
mestre do conto curto e da prosa poética, comparável a
Jorge Luis Borges e Edgar Allan Poe.
Foi o criador de novelas que inauguraram uma nova forma
de fazer literatura na América Latina,
rompendo os moldes clássicos mediante narrações
que escapam da linearidade temporal
e onde os personagens adquirem autonomia
e profundidade psicológica inéditas.
Seu livro mais conhecido é Rayuela (O Jogo da Amarelinha),
de 1963, que permite várias leituras orientadas pelo próprio autor.
nasceu na embaixada da Argentina em Ixelles,
distrito de Bruxelas, na Bélgica,em 26/08/1914,
e voltou a sua terra natal aos quatro anos de idade.
Seus pais se separaram posteriormente e passou
a ser criado pela mãe, uma tia e uma avó.
Passou a maior parte de sua infância em Banfield, na Argentina.
Por não concordar com a ditadura Argentina,
em 1951, foi morar em Paris, onde trabalhou como
tradutor para a UNESCO. Em 1973, recebeu o Prêmio Médicis
por seu "Libro de Manuel" e destinou seus direitos
à ajuda dos presos políticos na Argentina.
Em 1974, foi membro do Tribunal Bertrand Russell II,
reunido em Roma para examinar a situação política na América Latina,
en particular as violações dos Direitos Humanos.
Com a morte de sua ultima mulher, Carol Dunlop,
Cortazar teve uma profunda depressão.
Morreu em 1984, dois anos após a perda da mulher, de leucemia.
É considerado um dos autores mais inovadores e originais de seu tempo,
mestre do conto curto e da prosa poética, comparável a
Jorge Luis Borges e Edgar Allan Poe.
Foi o criador de novelas que inauguraram uma nova forma
de fazer literatura na América Latina,
rompendo os moldes clássicos mediante narrações
que escapam da linearidade temporal
e onde os personagens adquirem autonomia
e profundidade psicológica inéditas.
Seu livro mais conhecido é Rayuela (O Jogo da Amarelinha),
de 1963, que permite várias leituras orientadas pelo próprio autor.
Por que escrevo?
Fernando Sabino
"Tenho a impressão de que se eu soubesse
responder a essa pergunta deixaria de ser escritor.
Não haveria condição. Não saberia dizer, não.
Está além da minha compreensão.
Esta pergunta é tão grave como se perguntassem:
‘Por que vive? Por que ama? Por que morre?’.
Talvez eu escreva para atender a essas três presenças que
são as únicas que existem na vida de um homem.
No verso de Eliot: ‘Birth, copulation and death’;
eu diria ‘nascimento, amor e morte’.
Não sei por que escrevo.
Eu nasci, virei homem e vou morrer".
Fonte: RICCIARDI, Giovanni.
Auto-retratos. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
"Tenho a impressão de que se eu soubesse
responder a essa pergunta deixaria de ser escritor.
Não haveria condição. Não saberia dizer, não.
Está além da minha compreensão.
Esta pergunta é tão grave como se perguntassem:
‘Por que vive? Por que ama? Por que morre?’.
Talvez eu escreva para atender a essas três presenças que
são as únicas que existem na vida de um homem.
No verso de Eliot: ‘Birth, copulation and death’;
eu diria ‘nascimento, amor e morte’.
Não sei por que escrevo.
Eu nasci, virei homem e vou morrer".
Fonte: RICCIARDI, Giovanni.
Auto-retratos. São Paulo: Martins Fontes, 1991.
*** ***
Fernando Tavares Sabino, nasceu em Belo Horizonte
no dia 12 de outrubro de 1923 e
faleceu dia 11/10/2004, na cidade do Rio de Janeiro.
A seu pedido, seu epitáfio é o seguinte:
"Aqui jaz Fernando Sabino,
que nasceu homem e morreu menino". Em julho de 1999 recebeu da
Academia Brasileira de Letras
o maior prêmio literário do Brasil, "Machado de Assis",
pelo conjunto de sua obra.
O valor do prêmio, R$40.000,00, foi doado pelo autor
a instituições destinadas a crianças carentes.
O desembargador Alyrio Cavallieri,
ex-juiz de menores, revelou que em 1992,
todos os direitos recebidos pelo autor do
polêmico livro "Zélia, uma paixão"
também foram distribuídos a crianças pobres.
Entre vários outros livros, ele escreveu:
Os grilos não cantam mais, contos, Pongetti, 1941;
A marca, novela, José Olympio, 1944; A cidade vazia,
crônicas e histórias de Nova York, O Cruzeiro, 1950;
A vida real, novelas, Editora A Noite, 1952;
Lugares-comuns, dicionário,
MEC - Cadernos de Cultura, 1952;
O encontro marcado, romance,
Civilização Brasileira, 1956;
O homem nu, contos e crônicas, Editora do Autor, 1960;
Deixa o Alfredo falar!, crônicas e histórias, Record, 1976;
O grande mentecapto, romance, Record, 1979;
A falta que ela me faz, contos e crônicas, Record, 1980;
Macacos me mordam, conto
em edição infantil, Record, 1984;
Zélia, uma paixão, romance-biografia, Record, 1991;
O bom ladrão, novela, Ática, 1992;
Aqui estamos todos nus, novela, Record, 1993;
Duas Novelas de Amor, novelas, Ática, 2000;
Livro aberto - Páginas soltas ao longo do tempo, crônicas, Record, 2001;
Cartas perto do coração, correspondência com
Clarice Lispector, Record, 2001;
Cartas na mesa, correspondência c
om Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende
e Hélio Pellegrino, Record, 2002 ;
Os caçadores de mentira, história infantil, Rocco, 2003.;
Os movimentos simulados, romance, Record, 2004.
Já sabemos porque Fernando Sabino escreve...
Aliás já sabemos que ele não quis nos dizer.
E agora você... Por que você escreve.
Sou uma apaixonada por Fernando Sabino,
por esta razão concluo,
como reflexão e como dica de vida um pensamento dele:
"No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim."
faleceu dia 11/10/2004, na cidade do Rio de Janeiro.
A seu pedido, seu epitáfio é o seguinte:
"Aqui jaz Fernando Sabino,
que nasceu homem e morreu menino". Em julho de 1999 recebeu da
Academia Brasileira de Letras
o maior prêmio literário do Brasil, "Machado de Assis",
pelo conjunto de sua obra.
O valor do prêmio, R$40.000,00, foi doado pelo autor
a instituições destinadas a crianças carentes.
O desembargador Alyrio Cavallieri,
ex-juiz de menores, revelou que em 1992,
todos os direitos recebidos pelo autor do
polêmico livro "Zélia, uma paixão"
também foram distribuídos a crianças pobres.
Entre vários outros livros, ele escreveu:
Os grilos não cantam mais, contos, Pongetti, 1941;
A marca, novela, José Olympio, 1944; A cidade vazia,
crônicas e histórias de Nova York, O Cruzeiro, 1950;
A vida real, novelas, Editora A Noite, 1952;
Lugares-comuns, dicionário,
MEC - Cadernos de Cultura, 1952;
O encontro marcado, romance,
Civilização Brasileira, 1956;
O homem nu, contos e crônicas, Editora do Autor, 1960;
Deixa o Alfredo falar!, crônicas e histórias, Record, 1976;
O grande mentecapto, romance, Record, 1979;
A falta que ela me faz, contos e crônicas, Record, 1980;
Macacos me mordam, conto
em edição infantil, Record, 1984;
Zélia, uma paixão, romance-biografia, Record, 1991;
O bom ladrão, novela, Ática, 1992;
Aqui estamos todos nus, novela, Record, 1993;
Duas Novelas de Amor, novelas, Ática, 2000;
Livro aberto - Páginas soltas ao longo do tempo, crônicas, Record, 2001;
Cartas perto do coração, correspondência com
Clarice Lispector, Record, 2001;
Cartas na mesa, correspondência c
om Paulo Mendes Campos, Otto Lara Resende
e Hélio Pellegrino, Record, 2002 ;
Os caçadores de mentira, história infantil, Rocco, 2003.;
Os movimentos simulados, romance, Record, 2004.
Já sabemos porque Fernando Sabino escreve...
Aliás já sabemos que ele não quis nos dizer.
E agora você... Por que você escreve.
Sou uma apaixonada por Fernando Sabino,
por esta razão concluo,
como reflexão e como dica de vida um pensamento dele:
"No fim tudo dá certo, e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim."
*** ***
Por que escrevo?
Augusto dos Anjos
“A princípio escrevia simplesmente
Para entreter o espírito... Escrevia
Mais por impulso de idiossincrasia
Do que por uma propulsão consciente.
Entendi, depois disso, que devia,
Como Vulcano, sobre a forja ardente
Da ilha de Lemnos, trabalhar contente,
Durante as 24 horas do dia!
Riam de mim, os monstros zombeteiros.
Trabalharei assim dias inteiros,
Sem ter uma alma só que me idolatre...
Tenha a sorte de Cícero proscrito
Ou morra embora, trágico e maldito,
Como Camões morrendo sobre um catre!”
Fonte: GULLAR, Ferreira. Toda a poesia: Augusto dos Anjos.
3.ed. São Paulo: Paz e Terra, 1995.
*** ***
Em versos, temos aqui a respota do grande Augusto dos Anjos,
poeta identificado muitas vezes como simbolista ou parnasiano.
Muitos críticos, tais como Ferreira Gullar, indentificam-no como pré-modernista,
pelas caracteristicas nitidamente expressionista de seus poemas.
É conhecido com um dos poetas mais crítico de seu tempo, e até hoje
sua obra é admirada tanto por leigos como por criticos.
Quem, de vez em quando, não se indentifica com o poema Versos íntimos?
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão — esta pantera —
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Por que escrevo?
Lya Luft
"Escrever para mim é indagar.
Escrevo para obter respostas
que – eu sei – não existem.
E sobre possibilidades de ser
mais feliz – essa, eu sei também,
depende um pouco de cada um de nós,
de nossa honradez interior,
nossa fé no ser humano,
nosso compromisso com a dignidade.
Escrevo para provocar
e para questionar também:
quem somos e como
vivemos – como convivemos,
sobretudo?
Falo do estranho que somos:
nobres e vulgares, sonhadores
e consumidores, soprados
de esperança e corroídos de terror,
generosos e tantas vezes mesquinhos (...)"
Fonte: Cultura News. São Paulo, no 96, 2001.
Lya Luft
"Escrever para mim é indagar.
Escrevo para obter respostas
que – eu sei – não existem.
E sobre possibilidades de ser
mais feliz – essa, eu sei também,
depende um pouco de cada um de nós,
de nossa honradez interior,
nossa fé no ser humano,
nosso compromisso com a dignidade.
Escrevo para provocar
e para questionar também:
quem somos e como
vivemos – como convivemos,
sobretudo?
Falo do estranho que somos:
nobres e vulgares, sonhadores
e consumidores, soprados
de esperança e corroídos de terror,
generosos e tantas vezes mesquinhos (...)"
Fonte: Cultura News. São Paulo, no 96, 2001.



