sexta-feira, 11 de março de 2011

Por que escrevo? Sa de Freitas ** Por que escrevo? Marcos Sergio T. Lopes


Georges Joseph Chistian Simenon, escritor belga,
criador do famoso personagem   Comissário Maigret, 
perguntado por que escrevia, respondeu:
 “eu escrevo porque desde a minha infância
 tenho experimentado a necessidade de me exprimir,
e posso ficar doente se não conseguir fazê-lo".

POR QUE ESCREVO?
Sá de Freitas

Escrevo porque sinto a incontida,
Força que do meu peito brota inquieta,
Obrigando a minha alma de poeta,
A expor toda a paixão que traz retida.

Escrevo porque sinto a minha vida,
Cheia de dor, de riso, amor... E nesta
Missão de versejar  vem-me o alerta,
De que só na poesia acho a saída...

Saída da angústia e do tormento,
Que às vezes trago no meu pensamento,
Por  algum sonho que não realizei.

Se não escrever serei sempre incompleto;
Se não escrever  caminharei incerto;
Se não escrever, de angústia morrerei.

"É necessário que eu escreva, acho que é uma necessidade
divina de mostrar a Sua face, o espírito quer ser adorado,
ele quer ser visto. Deus precisa fatalmente de mostrar
a Sua face e a arte é uma mediação para a divindade.
Então, neste caso, tenho que ser dócil a este desejo divino.
Não obedecer a isto é pecar, é um pecado capital,
eu não sou dona disto, não posso falar:
não vou escrever mais, isto seria o máximo do orgulho, e
então eu tenho que escrever”.
(RICCIARDI, Giovanni. Escrever 2.
Bari: Ecumênica Editrici scrl, 1999)
POR QUE ESCREVO?
Marcos Sergio T. Lopes

E o coração, insensato, sente um bocado
Mais do que devia
E implora e deseja...
As mãos, trêmulas, cedem ao ensejo:
ensaiam traços para riscar a emoção.
De repente, nascem as palavras:
escorridas e escorrendo.
Assim, escrevo
E grito o que vejo
O que sinto
Tudo que me toca.
É um impulso incontrolável
Uma forma de esvaziar tudo de mim
Espalhando para o mundo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário