Simone de Beauvoir, escritora e filósofa, confidencia que
“Como muitas crianças, escrevi parvoíces
entre os oito e os dez anos; depois parei,
mas aos quinze anos só tinha um sonho:
ser escritora, e desejei-o seriamente desde
o inicio da minha vida de estudante.
Era a única solução.
No meu ambiente, já não estava no meu lugar,
e como o confundia com toda a sociedade,
só podia recorrer a uma espécie de absoluto
aquele que representava a literatura para muitos
dos jovens da minha geração.
Eu conservara da minha educação religiosa
o desprezo pelo dinheiro, pela celebridade,
por todos os bens deste mundo;
ambicionava outra coisa bem diferente:
escrever, a meu ver, era uma missão,
uma salvação, substituia Deus".
“Como muitas crianças, escrevi parvoíces
entre os oito e os dez anos; depois parei,
mas aos quinze anos só tinha um sonho:
ser escritora, e desejei-o seriamente desde
o inicio da minha vida de estudante.
Era a única solução.
No meu ambiente, já não estava no meu lugar,
e como o confundia com toda a sociedade,
só podia recorrer a uma espécie de absoluto
aquele que representava a literatura para muitos
dos jovens da minha geração.
Eu conservara da minha educação religiosa
o desprezo pelo dinheiro, pela celebridade,
por todos os bens deste mundo;
ambicionava outra coisa bem diferente:
escrever, a meu ver, era uma missão,
uma salvação, substituia Deus".
Como comecei a escrever e porque escrevo
odete ronchi baltazar
Comecei a escrever textos além do que se exigia na escola,
ainda na época do ginásio (primeiro grau), quando a professora
de Português, Maria Teresa, nos incentivou a escrevermos um diário
para que melhorássemos nossa escrita.
Santa ideia!
Acho que fui a mais animada e acabei até escrevendo
poesias naquele caderninho que tinha tudo o
que fazia durante o dia. Narrava as tarefas
que tinha que fazer em casa
e, segredo dos segredos, revelava ao diário a minha
"paixão" por algum rapazola.
Escrevi diários e diários desde a
adolescência até a minha juventude.
Segredos...
Um belo dia, para que meu noivo não viesse a
"descobrir" meus "segredos", joguei tudo no lixo.
Perdi assim, boa parte da história da minha vida.
Mas não perdi a vontade de escrever.
Já na Faculdade ainda produzia textos poéticos e
guardava-os em folhas dispersas que jogava no fundo das gavetas.
Ficavam chocando sem nunca criarem asas.
Um dia resolvi mostrar meus textos a um professor de Teoria Literária.
Ele leu mas deu o veredito: os textos eram francos
e muito românticos. Não se usava mais aquilo, disse-me.
Era época da poesia modernista e concreta.
Fiquei perdida... Eu só sabia escrever coisas românticas.
Parei de escrever.
Só voltei a produzir algo depois de anos.
Mesmo assim, era poesia de gaveta.
Escrevia em qualquer papel que aparecesse em minhas mãos.
Escrevia nas beiradas dos livros que estava lendo.
Escrevia sobretudo no meu coração.
Treinei bastante.
Mas foi com o meu descobrimento da internet e os grupos
que trocavam poesia que me soltei e então ninguém mais me segurou.
Se os textos eram bons ou não, tinha o incentivo
dos amigos e críticos de plantão.
Participei de vária antologias que reuniam escritores da net e,
alegria das alegrias, escrevi dois livros solo:
"Só Poesia" e "Caixinha de Segredos".
Hoje, escrevo crônicas, contos, poesia, etc e tal.
Já tenho material para livros futuros.
Só falta ânimo para revisá-los.
Tenho a minha editora, Maria Inês Simões,
da Editora AVBL, que facilita minha vida e faz tudo via internet.
E assim vocês vão ter de me aturar por um bom tempo,
pois escrevo para me distrair do dia a dia.
Escrevo para construir imagens.
Escrevo para satisfazer meu ego.
Escrevo para me mostrar ao público.
Escrevo e escrevo...

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